10 de novembro de 2012

LOCOMOTIVA DIESEL CP SÉRIE: ALCO 1300:(Whitcomb)


A Série 1300 é uma família de locomotivas, que esteve ao serviço da companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses. 

Em 1952, a companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses recebeu uma encomenda de doze locomotivas de tracção diesel-eléctrica, tendo sido fabricadas pela Whitcomb Locomotive Company. Estas unidades, de cabina central, e com um esquema de rodados A1A-A1A, eram do modelo 104DE2, com os números de série de fábrica 61156 a 61167. Cada capot tinha um motor de 6 cilindros em linha conjuntamente com toda a maquinaria associada. O equipamento eléctrico foi fornecido pela Westinghouse Electric Corporation. 

Estas locomotivas, adquiridas em 1952 à "The Whitcomb Locomotives Works", destinavam-se aos serviços das Linhas da Beira Baixa, e Oeste, locais onde existiam algumas restrições de peso por eixo. Nesta altura a CP dispunha já de 17 locomotivas Alco adquiridas entre 1948 e 1952 que efectuavam serviço na Linha do Norte. As 1300 também andaram na Linha de Sintra até à sua electrificação (1957). Atingiam uma velocidade máxima de 120 km/h (para a época, era uma velocidade elevadíssima, tendo em conta que a tracção era predominantemente a vapor). 

Foram abatidas ao serviço em 1987. Das 12 unidades apenas a 1311 está preservada, em exposição no Museu Nacional Ferroviário (Entroncamento). Devido ao estado em que se encontrava, esta unidade foi a mais difícil de remodelar, tendo sido a última a ser terminada entre o grupo de locomotivas que foram expostas numa exposição comemorativa dos 50 anos da tracção a gasóleo em Portugal.


FOTOS: Diversos Autores
TEXTO DE:  Wikipédia, a enciclopédia livre.

5 de outubro de 2012

LOCOMOTIVA DIESEL CP SÉRIE:(1200 BRISSONNEAU)


A Série 1200, também conhecida como Brissonneau, Flausina, ou Máquina de Costura, foi um tipo de locomotiva a tracção diesel-eléctrica, utilizado pela operadora ferroviária Comboios de Portugal e no seu final vendidas algumas a empresas de construção Ferrovias. 
Em meados do Século XX, a companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses procurou aumentar o seu parque de locomotivas a tracção diesel-eléctrica, de forma a substituir a frota de material motor no Sul de Portugal, até essa data constituída essencialmente por locomotivas a vapor; devido à sua experiência com material motor diesel-eléctrico de origem norte-americana, decidiu adquirir várias locomotivas de média potência, apropriada para serviços regionais e de manobras. A sua escolha recaiu sobre o modelo 040 DE da construtora francesa Brissonneau & Lotz, com motorização da Société Alsacienne de Constructions Mécaniques, já utilizadas em larga escala pelas operadoras francesa Société Nationale des Chemins de Fer Français, com a denominação de BB 63000, e espanhola Red Nacional de los Ferrocarriles Españoles, formando a Série 307.
As primeiras 15 locomotivas foram montadas totalmente nas instalações da companhia Sociedades Reunidas de Fabricações Metálicas, sob licença do construtor francês Brissonneau & Lotz, em 1961, com os números de origem 0210 a 0224, alterados pela operadora portuguesa para 1201 a 1215. Alguns anos depois, esta companhia encomendou mais 10 unidades, entregues em 1961, cuja denominação de fábrica, de 334 a 343, foi, igualmente, substituída pelos números 1216 a 1225, totalizando 25 unidades. No entanto, em 2001, só restavam 12 ao serviço, tendo as restantes sofrido avarias ou acidentes graves.
Foram pintadas de origem com um esquema oficial de cores azul com uma linha branca no topo, e uma zona vermelha entre os pára-choques, tendo sido as primeiras locomotivas da companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses que receberam esta decoração; adoptaram, posteriormente, o novo esquema desta operadora, com as cores laranja, branco e castanho. A locomotiva número 1204 recebeu, novamente, o seu esquema original, para a sua futura preservação no Museu Nacional Ferroviário.
Apesar das suas reduzidas potência e velocidade máxima as tornar mais propícias para serviços de manobras do que de linha, foram, desde o início da sua actividade, utilizadas em ambos os tipos de operações, tendo assegurado serviços Regionais entre o Barreiro e Casa Branca, no Alentejo, entre o Barreiro e a Funcheira, na Linha do Sul, e em toda a Linha do Algarve; também rebocaram composições suburbanas na Margem Sul do Tejo, entre o Barreiro, Setúbal, e Praias do Sado, e asseguraram, temporariamente, os serviços regionais e de outros tipos durante as obras de electrificação.


FOTOS DE: Carlos Borralho e de Railfaneurope.net
TEXTO DE: Wikipédia, a enciclopédia livre.

12 de agosto de 2012

AUTª NOHAB DIESEL CP SÉRIE 050/0100

As automotoras NOHAB, de fabrico sueco, chegaram nos anos 50, foram uma marca inesquecível para gerações de utentes da Península de Setúbal.


As irmãs "pequenas" das Nohab adquirem a designação 050 e foram adquiridas com o intuito de servir em linhas com procura muito baixa, como por exemplo as linhas e ramais da Estrela de Évora. À semelhança das 9100 foram entregues apenas com dois eixos, mas revelaram-se instáveis tendo sido aplicado um bogie de dois eixos em cada uma das extremidades. Serviram maioritariamente nas Linhas e Ramais do Alentejo, tendo terminado os seus serviços no eixo Pinhal Novo - Montijo. A partir de 1985 todas tinham sido abatidas ao serviço e permaneceram parqueadas no Barreiro até serem desmanteladas.



A Série 0100 identifica um tipo de automotora a tracção a gasóleo, que esteve ao serviço da Companhia dos Caminhos-de-ferro Portugueses e da sua sucessora, Comboios de Portugal; as unidades desta série também eram conhecidas como Nohabs, em referência ao seu fabricante, ou como joaninhas, relativamente à sua forma arredondada das extremidades e às tonalidades encarnadas e pretas do seu último esquema de cores.
A 11 de Setembro de 1948 inicia-se em Portugal a era das automotoras como as conhecemos hoje. Com uma encomenda de seis Nohab 050 e quinze Nohab 0100 a CP procura combater a letargia em que se encontram muitos dos ramais e linhas secundárias em Portugal, ao mesmo tempo que reduz os custos de operação. Ironicamente a popularidade das Nohab é tal que provoca um aumento do número de passageiros forçando a CP a recorrer novamente às clássicas composições de locomotiva + carruagens embora com tempos de viagem maiores. Trabalharam arduamente nas Linhas do Alentejo e Évora, assim como em ligações Entroncamento - Marvão-Beirã, Badajoz - Abrantes e litoral Algarvio. Um serviço peculiar ao qual estavam afectas designava-se "automotora dos teatros" e tinha como objectivo transportar os utentes da Linha de Sintra a casa após os espectáculos.
Capazes de suportar os rigores atmosféricos e longos anos de duro serviço, adquirem fãs um pouco por todo o lado, que as tratam afectuosamente por "joaninhas". O esquema de pintura aquando da sua chegada a Portugal era o verde e creme, embora actualmente, apenas uma unidade ( e um reboque ) se mantenham assim. Nenhuma se encontra ao serviço em território nacional, mas algumas foram recentemente vendidas à Argentina, onde continuam a trabalhar regularmente.

A CP está a destruir para sucata, locomotivas, automotoras e carruagens históricas que serviram o Sul e o Sueste durante mais de 70 anos.
A preservação do Património Histórico não é mero culto da memória, se bem que a memória seja “a consciência inserida no tempo”, como ensinou Fernando Pessoa.
A sua importância decorre da urgente necessidade de manter as nossas características identitárias num tempo em que se desmoronam sonhos e projectos perante a onda avassaladora de destruição global, ignóbil e indigna.
É importante também para, conhecendo o passado, dar-se o melhor sentido à acção consequente no presente e melhor perspectivar o futuro. A defesa do património é assim uma questão estratégica!
Numa terra que sofreu um tremendo processo de desindustrialização e o inexorável esmagamento económico, poderá parecer lírico falar-se destas questões. Num país em rápido empobrecimento, onde estão as verbas para garantir a salvaguarda do património?



FOTOS DE: Carlos Borralho, Fernando Martins e Movimento Cívico do Património Ferroviário do Barreiro
TEXTO DE:Wikipédia livre
http://www.transportes-xxi.net/tferroviario/automotoras