16 de fevereiro de 2012

LOCOTRACTOR DIESEL CP SÉRIE 1100 (Caterpillar)

A Série 1100 refere-se a um tipo de locotractor, que esteve ao serviço da companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.
Locotractor de manobras (G.E.) General Electric construídos em 1949.
Tinham 255cv de potência nas rodas, tara de 41T e velocidade máxima de 56Km/h.
Fizeram serviço comercial e não de manobras. Foi pintado o 1104 desta série na pintura original, verde, para ser exposta no Museu Nacional Ferroviário.
Estando os outros fora de serviço.


















FOTOS DE:
TEXTO DE: Wikipédia, a enciclopédia livre.

LOCOTRACTOR DIESEL CP SÉRIE 1050: (Gaston Moyse)

Locotractor de manobras Gaston Moyse, construídos em 1955.
Tinham 120cv e de potência nas rodas, tara de 28T e velocidade máxima de 38Km/h.
Como característica essencial possui transmissão por corrente, com relação final de transmissão de 8,72; suspensão total; ventilação forçada.
Fizeram serviço um pouco por todo o lado. Na EMEF do Barreiro houve um em funcionamento.














FOTOS DE:
TEXTO DE: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=595741

14 de fevereiro de 2012

LOCOTRACTOR DIESEL CP SÉRIE 1020 (Deutz)

A série 1020 é um tipo de locomotiva ao serviço da empresa pública que gere o transporte ferroviário em Portugal - CP (Comboios de Portugal).
Locotractor de manobras Gaston Moyse construídos em 1968. Tinham 425cv de potência nas rodas, tara de 36T e velocidade máxima de 65Km/h.
Foram usados para a modernização da via.
Foi vendido 2 à Ferrovias, estando os restantes fora de serviço.






FOTOS DE: Comboios.org
TEXTO DE:  Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rie_1020

LOCOTRACTOR DIESEL CP SÉRIE 1000 (Gardner)

A Série 1000, igualmente denominada de Drewry, em referência à sua fabricante, refere-se a um tipo de locotractora utilizado pela companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses. 
Estas unidades foram compradas, junto com outros tipos de material circulante, no âmbito do Plano de Reequipamento do governo português, com o propósito de substituir a frota de material circulante a vapor, cuja circulação se encontrava reduzida, devido à escassez de carvão; os fundos deste projecto foram retirados do Plano Marshall, uma iniciativa de apoio económico às nações europeias atingidas pela Segunda Guerra Mundial. O número de série que lhes foi atribuído, 1000, veio do facto de serem as primeiras unidades motoras a tracção a gasóleo da companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, cujo método de classificação de material motor foi alterado nesse ano para acomodar a entrada ao serviço das novas unidades; este novo esquema ditou que a numeração das locomotivas e locotractoras deveria ser ascendente, por ordem de compra e tipo de disposição dos rodados. 
De origem britânica, o seu propósito primitivo era efectuar manobras em zonas em construção. 
Fizeram serviço em Santa Apolónia e Campanhã e Barreiro. O tractor para o museu está pintado de verde, a sua cor original.

FOTOS DE: Fernando Martins e de outros autores desconhecidos peço a colaboração de todos os visitantes que forem detentores de fotos aqui mencionadas, para que se identifiquem para serem mencionados neste blog.
TEXTO DE: Wikipédia, a enciclopédia livre.

28 de janeiro de 2012

A CASA DOS FERROVIÁRIOS

Um imenso contentamento percorria toda a classe ferroviária no dia da inauguração da sua “Casa”, um sonho com alguns anos, conquistado com muita determinação e dinamismo.
Junho de 1922. No ano anterior tinha sido criado o Sindicato dos Ferroviários do Sul, que sucedia à Associação de Classe criada em 1914, por sua vez herdeira da Associação de Classe dos Metalúrgicos constituída em 1903, sobretudo por gente dos caminhos-de-ferro.
Embora divididos a nível nacional por regiões (Sul, Lisboa, Porto) os homens das ferrovias eram uma classe forte e aguerrida, perfilhando maioritariamente os princípios do sindicalismo libertário, travando por essa época luta rija pela melhoria das condições de trabalho e vida, contra a política frustrante dos partidos do poder republicano.
Passou a ser o ponto de encontro e convívio das famílias ferroviárias, na altura a classe mais importante no Barreiro, para assistirem a concertos, palestras, evocações, reuniões da classe. Os homens dos caminhos-de-ferro eram em geral gente culta, com preocupações pela instrução, a formação e a solidariedade (criação da Caixa de Socorros Mútuos, Armazém de Consumo e Cooperativa Popular Barreirense). Se mais não faziam era porque as condições económicas não permitiam.
Mas havia um problema, a Sede do Sindicato, a “Casa dos Ferroviários”, era propriedade dos trabalhadores nominalmente constituídos em sociedade. Salazar, já então no poder desde 1932, mandou o Ministério das Corporações confiscar o edifício e entregá-lo ao novo Sindicato Nacional “fantoche”, com os seus dirigentes títeres do regime (como o “marquês da Bacalhoa”, o Martins, o Romão, o Olímpio, etc.) que lá ficaram até ao 25 de Abril.
O edifício da “Casa dos Ferroviários” está muito degradado, impõe-se a sua classificação como “Imóvel de Interesse Concelhio”, e a sua reconstrução adequada, segundo um projecto que respeite os elementos arquitectónicos característicos e viabilize a sua recuperação para nele continuar a funcionar o Sindicato dos Ferroviários do Sul. Sim, os comboios no Barreiro não acabaram e não acabarão nunca, porque o comboio é o transporte do futuro e mantêm-se válidas as razões que trouxeram as linhas ferroviárias em 1859 para esta terra, interface Norte-Sul, plataforma de interligação entre a capital, o grande rio e o Sul do país. É tempo de prepararmos a comemoração dos 150 anos dos comboios no Barreiro, preservando a sua memória, garantindo os postos de trabalho actuais e projectando para o futuro a concretização viável das modernas opções. 

* Extraído da intervenção produzida no Encontro sobre os Comboios no Barreiro; O Passado, o Presente e o Futuro, em 30/Jun/2006. 
22 Agosto de 2006 
Armando Teixeira





TEXTO E FOTOS DE: barreiroweb

O BAIRRO FERROVIÁRIO

A construção de habitações para alojamento por parte dos Caminhos de Ferro Portugueses, integrava-se na política “social” da companhia para atrair e fixar pessoal, oferecendo condições de estabilidade familiar e de emprego e contribuindo para o desencorajar de conflitos laborais. 
Nessa perspectiva, a empresa construiu vários Bairros, especialmente nos centros ferroviários mais importantes como era o caso do Barreiro.
A 14 de Julho de 1935 foram inauguradas as primeiras moradias do Bairro Ferroviário do Palácio do Coimbra, com a presença do Ministro das Obras Públicas, Eng.º Duarte Pacheco. O Bairro viria a crescer um pouco mais em 1958, quando foram construídas mais 3 habitações, totalizando o conjunto 23 de moradias.
Tipologicamente o Bairro apresenta-se em blocos de 2 moradias uni-familiares de um só piso, com um pequeno quintal, destinadas a duas categorias profissionais o «Pessoal Graduado» e o «Pessoal Braçal». Ambas apresentam algumas variações, ao nível da organização interna do espaço, da decoração das fachadas e do acesso à habitação.
As moradias do «Pessoal Graduado» têm a entrada na fachada principal para a Rua da Bandeira, com uma porta de madeira ao centro flanqueada por duas janelas. O acesso é feito por 4 degraus em pedra calcária. Aproveitando o desnível foram instalados dois canteiros de flores. Os vãos das portas e janelas são rematados por friso em alvenaria pintado, cujo tom é repetido nas barras que percorrem a parte inferior do edifício. Interiormente o espaço é distribuído por 3 divisões e uma casa de banho. Possui outra entrada pelo quintal.
A casa do «Pessoal Braçal» é mais singela na decoração, possuindo apenas uma porta e uma janela. Não tem acesso pela rua principal, que é feito por traz do edifício. O espaço divide-se igualmente em 3 divisões mas a casa de banho é no exterior.
São pequenas diferenças que reflectem o estatuto profissional do seu morador.
Foi construído mais um bloco com 16 habitações em 1959, exterior ao Bairro mas junto ao Palácio do Coimbra.
Em 1964, a CP edificou mais 5 moradias junto à antiga Ponte do Seixal.
Enfim, mais um pedaço de história que se apaga da memória dos Barreirenses, que se vão vendo cada vez mais submersos em novas construções descaracterizadas; mais um pedaço da história de uma cidade industrial que desaparece, apagando os vestígios de uma arquitectura industrial que poderia ser a alavanca do criar de um novo modelo de cidade, alicerçado numa ponte entre o passado e o futuro do Barreiro.





TEXTO E FOTOS RETIRADO DA pág.: barreiroweb
http://barreiroweb.com/bweb