18 de dezembro de 2011

FERROVIÁRIOS, PASSADO E PRESENTE

Não podia deixar de falar do factor humano, no seio da família ferroviária.
Estes, os ferroviários a quem o tempo ajudou a companhia dos caminhos de ferro até aos dias de hoje a ter a dimensão que tem, talvez mesmo a maior empresa pública nacional.
Os tempos são outros, as vontades também.
O mundo encontrasse constantemente em movimento, e as empresas que descenderam da companhia inicial também, apresentam-se grandes desafios futuros, tornasse quase difícil manter o enorme património que a antiga companhia conseguiu adquirir com o passar dos tempos.
Actualmente, a mobilidade das pessoas e mercadorias assim obriga, os outros tempos, ficam na lembrança, em que o comboio era rei e senhor.
Hoje, o comboio, tem diversos concorrentes de peso, e tornam cada vez mais competitivos.
O comboio não consegue ir a todo lado, simplesmente a visão futura concentra-se nos núcleos de maior populacionais, e entre as maiores cidades, além do serviço de mercadorias.
Os ferroviários tiveram o seu papel importante, desde o tempo da companhia real dos caminhos de ferro até hoje.
Desde a construção de carruagens, material circulante, a produção de bilhetes, construção de via férrea, pessoal de condução, de estação e de manutenção, todos tiveram o seu papel, para hoje a companhia continuar a sobreviver e prestar o melhor serviço possível ao cliente, perante a situação em que actualmente o nosso país se encontra.
Assim sendo, não podia deixar de mencionar esta família ferroviária que tanto contribuiu, por vezes até com a própria vida, a todos eles que já foram e aos que por cá andam.



















































António M.

17 de dezembro de 2011

CAMINHO DE FERRO O E POVO

No princípio da sua construção, o caminho de ferro em Portugal, impôs-se quase por força, tendo como inimigos a igreja, e muitos empresários que exploravam o transporte por via fluvial, diligências terrestres e muitos senhores de herdades.
O comboio pouco a pouco, conseguiu derrubar barreiras sociais e politicas, visto que na Europa o caminho de ferro já tinha há muito conseguido a confiança das populações e a nível comercial, as mercadorias chegavam a destino mais depressa e mais barato.
Em Portugal, um país pequeno, aonde ainda morava o analfabetismo, o medo da igreja, ignorância de um povo rural e arrogância dos governos, o caminho de ferro ao principio já tinha quase a sua sentença de morte.
Com o andar dos anos, todos aqueles que o criticavam, passou a ser o ponto de oportunidades para muitos, tanto a nível de serviço de passageiros que rompia fronteiras  e que permitia a mobilidade dos cidadãos, mas principalmente de mercadorias, aonde o que abundava numas determinadas regiões aproximou aonde escasseava, enfim outros tempos, outras vontades.
O que se segue são alguns momentos, aonde o povo abraçou a chegada do caminho de ferro a vários locais e que era sempre motivo de festa e euforia.
Actualmente, o comboio tem perdido bastante terreno por vários motivos, os quais nós, o povo, somos os principais culpados, é preciso que quem tem poder, tenha vontade de mudar e arrancar com o desenvolvimento económico de um  país, como Portugal









Fotos: De Vários Autores Desconhecidos

9 de dezembro de 2011

AUTª A VAPOR A. BORSIG SÉRIE 201 E 202

No longínquo ano de 1906, a Companhia Real dos Caminhos de Ferro encomenda duas automotoras à casa alemã "A.Borsig". Estas unidades a vapor, adquiriram o nome da casa que as fabricou e operaram maioritariamente a Sul do Tejo. Passaram a ser propriedade dos Caminhos de Ferro do Sul em 1913 e, após 1931 Caminhos de Ferro do Estado, Direcção Sul e Sueste, com a numeração 201 e 202. Dispunham de um interior subdividido em 2ª e 3ª classes  mais furgão com uma capacidade total de 60 passageiros.

Estiveram maioritariamente encarregues das ligações Barreiro-Seixal-Barreiro. A vida destas unidades foi pouco documentada, não obstante, foram os primeiros exemplos de material automotor em Portugal e sobreviveram até ao ano de 1942, altura em que foram colocadas no depósito do Barreiro já fora de serviço.








TEXTO E FOTOS DE: Fernando Martins

O VAPOR REI E SENHOR

Aureos eram os tempos em que o caminho de ferro ganhava a sua força á base de muito trabalho e dedicação, o motor de desenvolvimento entre regiões, aproximar de populações, escoamento de mercadorias, enfim o vapor, rei e senhor.
Tempos esses que ainda vivem na memória de alguns de nós.




































VIDEO DE: http://www.youtube.com/watch?v=Lf8gr7nBcz8
FOTOS DE: (Restos de Colecção) e outros autores que desconheço.