19 de dezembro de 2011

OS BARCOS DE PASSAGEIROS DA CP

ÉVORA

1931-Foi a primeira unidade fluvial portuguesa movimentada por um motor diesel, adquirida pela CP à empresa Fried Krupf A G. Germaniawert, em 1931, para o serviço Lisboa – Barreiro. Veio proporcionar maior rapidez à viagem e por isso mais conforto aos passageiros. Considerado o melhor barco da sua época, serviu mais de 40 anos o tráfego do Tejo, sendo retirado de serviço em finais de 1975.








ALGARVE

1960 - Adjudicados aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o fornecimento de 2 barcos para o serviço fluvial Lisboa – Barreiro



(Ainda com as suas cores de origem)

ESTREMADURA

O Estremadura infelizmente teve um fim triste foi abatido e desmantelado para a sucata em (Alhos Vedros)

(Com as suas cores de origem)




(No sucateiro de Alhos Vdros)


MINHO E O TRÁS–OS–MONTES

1968 – Adjudicado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o fornecimento de 2 barcos para o serviço fluvial Lisboa – Barreiro.


BARCOS LAGOS E ALENTEJO

1970 - Adjudicado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o fornecimento de 2 barcos para o serviço fluvial Lisboa - Barreiro



TUNES

Em 1978 adjudicado o fornecimento de 2 barcos para o serviço fluvial Lisboa, aos estaleiros navais de São Jacinto, Aveiro e entregues à CP – Companhia Portuguesa dos Caminhos de Ferro – Sector Marítimo, Lisboa, e destinados à travessia do Tejo: - Lisboa-Barreiro. 
Pela primeira vez, esta empresa constrói uma unidade para passageiros que faz parte de uma série de dois, encomendados pela CP. Pelas suas características, fácil é aquilatar-se da alta técnica e funcionalidade posta nestes navios.
O custo dos dois "ferry-boats" é da ordem dos 140.000 contos. 

Imobilizou devido à entrada ao serviço dos novos transbordadores tipo "catamaram"; em 2005.



Vendido a interesses Angolanos foi ducado no Estaleiro Naval da Rocha para fabricos e modernização, tendo sido rebaptizado de KWANZA TOURS II e passou a arvorar bandeira da Republica do Panamá; 2006 EXPRESSO DOS BIJAGÓS, Sassy S. Maria, Bissau, ficando a operar no trajecto Bissau – Bubaque.

PINHAL NOVO

Construído também em 1978, propositadamente para navegar nas águas do rio Tejo, transportando passageiros entre as margens, como complemento da rede ferroviária existente, o navio pertenceu sempre ao mesmo armador até 2006, CP – Companhia Portuguesa dos Caminhos de Ferro – Sector Marítimo.



Em 2006 foi imobilizou devido à entrada ao serviço dos novos transportadores tipo "catamaram"; 2006.
Vendido à Companhia de Cruzeiros Fluviais. Lda., Lisboa, que o reconverteu no Estaleiro Naval da Rocha em navio de cruzeiros fluviais para o estuário do Tejo, rebaptizando-o de OPERA e alterando a sua capacidade de passageiros para 340 em navegação e 500 quando atracado; 09/2011 continua em serviço activo.


TEXTO E FOTOS DE: Fernando Martins e SHIPS & THE SEA
BLOGUE dos NAVIOS e do MAR (Luís Miguel Correia)

ANTIGA DOCA DA CP

Esta doca serviu durante muitas décadas para efectuar a manutenção técnica dos navios de passageiros da frota da CP que asseguraram as ligações entre Lisboa e o Barreiro
Aparentemente tratava-se apenas de uma doca onde eram sujeitos a "grandes fabricos" os antigos navios de passageiros da CP.
Atravessando a Rua Miguel Pais, existia um transportador que ligava a doca às oficinas, da CP.
Como era prática nesse tempo, os navios de passageiros recebiam idêntico tratamento ao das locomotivas (diesel) da CP, ou sejam, depois de um determinado período de serviço, eram sujeitos a uma reparação profunda que leva a que os mesmos fossem quase completamente decapados. Mesmo o casco durante esses tempos nunca levou uma soldadura, respeitando-se o processo original de construção do casco (rebites).
Não se encerra esta referência ao apoio à frota sem evocar uma profissão muito peculiar que ali se exercia a dos chamados «pica-picas», cuja tarefa consistia em efectuar a decapagem (por martelagem) dos cascos dos navios durante os períodos de docagem. Como para o fazer era indispensável penetrar nos exíguos espaços disponíveis entre cada casco e o respectivo cavername, só o poderiam fazer indivíduos de pequena estatura. Eram por isso normalmente adolescentes à volta dos catorze-quinze anos, cuja contratação se fazia unicamente quando houvesse algum navio na doca .
De todas as sinergias entre locomotivas diesel e navios, foram mantidos em funcionamento toda uma frota ainda anterior ao navio Évora, até aos últimos "Tunes" e "Pinhal Novo", os quais eram clientes assíduos dos serviços do estaleiro da CP, hoje infelizmente votado ao abandono.
















TEXTO DE: Fernando Martins
FOTOS DE: Fernando Martins e Carlos Borralho

18 de dezembro de 2011

FERROVIÁRIOS, PASSADO E PRESENTE

Não podia deixar de falar do factor humano, no seio da família ferroviária.
Estes, os ferroviários a quem o tempo ajudou a companhia dos caminhos de ferro até aos dias de hoje a ter a dimensão que tem, talvez mesmo a maior empresa pública nacional.
Os tempos são outros, as vontades também.
O mundo encontrasse constantemente em movimento, e as empresas que descenderam da companhia inicial também, apresentam-se grandes desafios futuros, tornasse quase difícil manter o enorme património que a antiga companhia conseguiu adquirir com o passar dos tempos.
Actualmente, a mobilidade das pessoas e mercadorias assim obriga, os outros tempos, ficam na lembrança, em que o comboio era rei e senhor.
Hoje, o comboio, tem diversos concorrentes de peso, e tornam cada vez mais competitivos.
O comboio não consegue ir a todo lado, simplesmente a visão futura concentra-se nos núcleos de maior populacionais, e entre as maiores cidades, além do serviço de mercadorias.
Os ferroviários tiveram o seu papel importante, desde o tempo da companhia real dos caminhos de ferro até hoje.
Desde a construção de carruagens, material circulante, a produção de bilhetes, construção de via férrea, pessoal de condução, de estação e de manutenção, todos tiveram o seu papel, para hoje a companhia continuar a sobreviver e prestar o melhor serviço possível ao cliente, perante a situação em que actualmente o nosso país se encontra.
Assim sendo, não podia deixar de mencionar esta família ferroviária que tanto contribuiu, por vezes até com a própria vida, a todos eles que já foram e aos que por cá andam.



















































António M.