17 de dezembro de 2011

CAMINHO DE FERRO O E POVO

No princípio da sua construção, o caminho de ferro em Portugal, impôs-se quase por força, tendo como inimigos a igreja, e muitos empresários que exploravam o transporte por via fluvial, diligências terrestres e muitos senhores de herdades.
O comboio pouco a pouco, conseguiu derrubar barreiras sociais e politicas, visto que na Europa o caminho de ferro já tinha há muito conseguido a confiança das populações e a nível comercial, as mercadorias chegavam a destino mais depressa e mais barato.
Em Portugal, um país pequeno, aonde ainda morava o analfabetismo, o medo da igreja, ignorância de um povo rural e arrogância dos governos, o caminho de ferro ao principio já tinha quase a sua sentença de morte.
Com o andar dos anos, todos aqueles que o criticavam, passou a ser o ponto de oportunidades para muitos, tanto a nível de serviço de passageiros que rompia fronteiras  e que permitia a mobilidade dos cidadãos, mas principalmente de mercadorias, aonde o que abundava numas determinadas regiões aproximou aonde escasseava, enfim outros tempos, outras vontades.
O que se segue são alguns momentos, aonde o povo abraçou a chegada do caminho de ferro a vários locais e que era sempre motivo de festa e euforia.
Actualmente, o comboio tem perdido bastante terreno por vários motivos, os quais nós, o povo, somos os principais culpados, é preciso que quem tem poder, tenha vontade de mudar e arrancar com o desenvolvimento económico de um  país, como Portugal









Fotos: De Vários Autores Desconhecidos

9 de dezembro de 2011

AUTª A VAPOR A. BORSIG SÉRIE 201 E 202

No longínquo ano de 1906, a Companhia Real dos Caminhos de Ferro encomenda duas automotoras à casa alemã "A.Borsig". Estas unidades a vapor, adquiriram o nome da casa que as fabricou e operaram maioritariamente a Sul do Tejo. Passaram a ser propriedade dos Caminhos de Ferro do Sul em 1913 e, após 1931 Caminhos de Ferro do Estado, Direcção Sul e Sueste, com a numeração 201 e 202. Dispunham de um interior subdividido em 2ª e 3ª classes  mais furgão com uma capacidade total de 60 passageiros.

Estiveram maioritariamente encarregues das ligações Barreiro-Seixal-Barreiro. A vida destas unidades foi pouco documentada, não obstante, foram os primeiros exemplos de material automotor em Portugal e sobreviveram até ao ano de 1942, altura em que foram colocadas no depósito do Barreiro já fora de serviço.








TEXTO E FOTOS DE: Fernando Martins

O VAPOR REI E SENHOR

Aureos eram os tempos em que o caminho de ferro ganhava a sua força á base de muito trabalho e dedicação, o motor de desenvolvimento entre regiões, aproximar de populações, escoamento de mercadorias, enfim o vapor, rei e senhor.
Tempos esses que ainda vivem na memória de alguns de nós.




































VIDEO DE: http://www.youtube.com/watch?v=Lf8gr7nBcz8
FOTOS DE: (Restos de Colecção) e outros autores que desconheço.

8 de dezembro de 2011

LOCOMOTIVAS A VAPOR DO SUL E SUESTE


A primeira viagem de comboio em Portugal, entre Lisboa e o Carregado, realizou-se a 28 de Outubro de 1856. Nesse tempo não havia estradas, nem bons caminhos. Uma viagem de liteira, entre Lisboa e Porto, demorava pelo menos cinco dias. Na mala-posta, seriam, no mínimo, trinta e quatro horas.
De então para cá, a evolução do caminho de ferro em Portugal, uma grande aventura humana, mudou e assinalou o desenvolvimento do País.
Pouco a pouco as linhas foram-se estendendo até que, ao final do século XIX, o país contava com uma malha ferroviária de 2070 km.

A primeira locomotiva a vapor em Portugal propriedade dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste - CFS, de seu nome D. Luiz.
Foi fabricada em 1855, em Manchester, nas oficinas Beyer Peacock & Cª. Ltd, por encomenda de uma empresa de capitais ingleses, designada por Companhia do Sueste de Portugal (Southeastern Railway of Portugal), que à época estava a construir as linhas Vendas Novas – Casa Branca – Évora/Beja.

Esta foi a locomotiva que integrou o comboio, que no dia 28 de Outubro de 1856, foi inaugurado o primeiro serviço público de Caminhos de Ferro em Portugal, a Linha de Leste ligando, neste dia, Lisboa ao Carregado na distância de 36,454 km. Foi composto por catorze carruagens e duas locomotivas, indo na carruagem do centro a família real e na primeira a guarda real dos archeiros.
Locomotiva a vapor número 1, Dom Luiz, de duas rodas motoras e de sete pés de diâmetro.
É a máquina nº1, mas antiga os Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, cuja sigla era "C.F.S.". 
Foi fabricada em 1862, pela casa britânica Beyer & Peacock, por encomenda de uma empresa de capitais ingleses, designada por Companhia do Sueste de Portugal (Southeastern Railway of Portugal), que à época estava a construir as linhas Vendas Novas - Casa Branca - Évora/Beja 
Esta locomotiva (D. Luiz) é, sem sombra de dúvida, uma das mais preciosas peças de arqueologia industrial existentes no País.




Locomotiva a Vapor – série 0186

Locomotiva CP 0186 fabricada em 1924 por Henschel & Sohn 
para os Caminhos de Ferro do Estado – Divisão Sul e Sueste.


Locomotiva a Vapor – série 560

Locomotiva a Vapor – série 701 a 719

Locomotiva a Vapor – série 831 a 836

Locomotiva a Vapor – série 851 a 872

TEXTO DE: Fernando Martins
FOTOS DE: Fernando Martins e (Restos de Colecção)